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domingo, 3 de maio de 2009

2008-09, Liga Sagres 27ª jornada, Nacional 3 - Benfica 1

Nacional 3 – Benfica 1

Nenê 56’ 1-0

Rúben Micael 64’ 2-0

Reyes 68’ 2-1

Miguel Fidalgo 90+4’ 3-1

A primeira oportunidade do jogo disputado na Choupana ocorreu ao minuto 8 e saiu dos pés do ponta-de-lança angolano Mateus, através de um remate cruzado após passagem por David Luiz. Muito perto de marcar estiveram os comandados pelo Professor Manuel Machado quando, aos 10’, Alonso aproveitou um mau entendimento de Maxi Pereira e Sídnei e avançou com a bola até muito perto da baliza de Quim, tendo tentado depois o golo, através de um remate que, apesar de sair frouxo, ia sendo aproveitado por Mateus. Grande momento do jogo, aos 33’, altura em que David Luiz remata em jeito para boa intervenção de Bracalli. Aos 40’ foi a vez do paraguaio Cardozo tentar a sua sorte com um remate de longe, para o meio da baliza: à figura de Bracalli, mas, mesmo assim, devido à força do chuto, a não deixar o guarda-redes brasileiro segurar a bola. 4 minutos antes de fazer o gosto ao pé, Nenê tentou o golo, com um remate de longe que obrigou Quim a uma defesa apertada. O paraguaio, máximo goleador dos encarnados, voltou a estar em destaque, quando, aos 54’, recebeu de peito, um passe de cabeça de Nuno Gomes, rodou sobre si e rematou forte, testando os reflexos de Bracalli que apenas teve tempo de enviar a bola para canto. Chegava então o primeiro golo do jogo, aos 56', pertencente aos alvinegros, após cruzamento de Alonso, da esquerda, ao primeiro poste, zona onde o melhor marcador do campeonato, Nenê mergulhou, em peixinho, para o fundo das redes. Voltou o Benfica a dispor de uma grande oportunidade, aos 58’, quando Reyes isolou Nuno Gomes e viu o português tentar fazer o golo, num remate colocado que, uma vez mais, foi interceptado pelo responsável máximo pela manutenção da baliza inviolável, na Choupana. O segundo golo surgiria pouco tempo depois (64'), de novo para os caseiros, por intermédio de Rúben Micael, jogador que, segundo a imprensa já deu conta, está nas cogitações do Benfica e do FC Porto para a próxima época e que apenas esta temporada chegou ao principal escalão do futebol do nosso país, uma vez que até aqui jogava no União da Madeira. Grande golo do médio-ofensivo português, após recepção da bola fora da área e remate colocado, com muita classe, para o canto da baliza de Quim. A resposta dos visitantes não tardou e, aos 68’, Reyes fez o primeiro para os mesmos, após perder a bola e receber um passe de grande qualidade, de calcanhar, de Rúben Amorim. Nas suas diagonais, voltou David Luiz a criar perigo com um remate à barra de Bracalli, que colocaria o empate no marcador (74’). Aos 90+4’, João Aurélio, jogador que chegou a interessar ao Benfica e ao Belenenses no final do ano transacto, cruzou rasteiro, da direita, para Mateus, que ganhou na antecipação a Maxi mas que não chegou à bola, pelo que esta sobrou para o segundo poste, onde, ausente de marcação, aparece Miguel Fidalgo a matar o jogo, com o 3-1.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

2008-09, Liga Sagres 19ª jornada, Sporting 3 - Benfica 2

Sporting 3 – Benfica 2

Liedson 11’ 1-0

Reyes (pen) 36’ 1-1

Derlei 47’ 2-1

Liedson 82’ 3-1

Cardozo 89’ 3-2

Um bom jogo, aquele a que 44863 pessoas assistiram no Estádio de Alvalade, com um Sporting claramente superior ao Benfica em toda a partida. Logo aos 11’, já o levezinho fazia o primeiro do encontro, ele que já marcou 10 golos ao Benfica em…12 jogos! Vukcevic bateu o canto da esquerda, David Luiz tentou livrar-se da bola mas esta acaba por sobrar para Liedson que, da direita, de primeira e com a parte de fora do pé, mais em jeito do que em força, a remata colocada para o canto superior direito da baliza defendida por Moreira, um verdadeiro golaço! Aos 25’, Reyes ganha uma falta a Pedro Silva na esquerda do ataque do Benfica. O espanhol marca bem o livre da esquerda e Yebda, sempre muito perigoso no jogo aéreo, cabeceia a bola em direcção à parte exterior de um dos postes da baliza de Tiago. Aos 31’, é a vez de Reyes combinar com Suazo, um Suazo muito apagado na partida, e tentar assistir Yebda que só não marcou por acaso. À entrada da pequena área, Yebda estende o pé para a empurrar para dentro e, apesar da tentativa (impotente) de Rochemback interceptar a bola, só não o fez por uma questão de centímetros…Contudo, não valia a pena desesperar, após duas tentativas fracassadas de golo iminente por parte do francês, visto que, logo aos 36’, a acção ofensiva do Benfica se iria fazer notar no marcador, após um penalty cometido por Polga a Suazo que não deixou quaisquer dúvidas. Reyes para bater, bola batida para o meio, Tiago escolheu o esquerdo, golo. 1-1. Foi basicamente este o auge do Benfica na partida, para se ter a noção da exibição. O Benfica entrou adormecido, despertou a meio da segunda parte. Início da segunda parte, Benfica volta a entrar adormecido, porém, neste tempo nunca chega realmente a acordar, para pena de muitos milhões. Aos 46’, após falta clara de David Luiz sobre Derlei (pôs-lhe o braço em cima da cabeça, impedindo de saltar convenientemente à bola), Roca deu balanço e chutou a bola com muita força, contra a barreira e, na recarga, desta vez de pé esquerdo, vendo a bola passar a rasar o poste esquerdo da baliza. Aos 47’, o Sporting chega ao golo que lhe volta a atribuir a vantagem, após passe longo de grande qualidade de Polga, a isolar Derlei na área, este demonstrou mais uma vez, que apesar dos seus 33 anos, possui uma condição física invejável e uma técnica acima da média, num gesto em que domina a bola de primeira e tira David Luiz da frente. Nota extremamente para David Luiz no jogo, como o ilustra este golo, em que David Luiz se esquece frequentar a profissão de futebolista e passa a enverdar a de karateka. Aos 55’ foi a vez de Grimi executar um passe longo de fino recorte, ao isolar, quando se encontrava antes da linha do meio-campo, Liedson que, vendo Moreira à sua frente, apenas tem tempo de dar um chutar contra o guarda-redes. A bola sobra para Derlei que a envia em direcção da baliza, mas onde aparece, no caminho, Luisão a evitar que a bola chegue a tocar nas redes, voltando esta a sobrar para Liedson que chuta à baliza já com Moreira à frente, mas que só não entra pelo facto de Sídnei safar o golo mesmo em cima da linha de golo, pois Moreira estava batido. Aos 59’ é a vez do montenegrino Vukcevic tentar a sua sorte: Liedson dá um toque para trás a meio-campo, para Vuk que, após fintar David Luiz passa a Liedson, com a bola na sua posse, Liedson passa para o centro, para Derlei que, de primeira, devolve a bola a Vuk e vê o 10 chutar a bola ao lado da baliza, facto a que a pressão de Katsouranis mesmo a seu lado, não será alheia. Aos 64’, Pedro Silva aparece activo no ataque leonino, tirando Reyes da frente, numa bela execução técnica e passando para o meio da área, onde surge Moutinho a dar um ligeiro toque na bola. Esta acabou por sobrar para Derlei que em jeito acrobático e quase estendido no chão, remata ao lado da baliza de Moreira. Apenas um minuto mais tarde, aos 65’, João Moutinho decide-se pela jogada individual, ultrapassando Rubén Amorim e seguindo até a grande área benfiquista, com o centro-campista do Benfica sempre atrás de si, quando estava mesmo quase a pisar o risco que delimita o início/fim da grande área chutou forte, mas o pé de Sídnei teve um papel fundamental, ao desviar a trajectória da bola para canto. Um minuto depois de entrar (75’), Pereirinha atirou à trave. Após combinação com João Moutinho, Pereirinha soube aproveitar o facto de David Luiz estar a fazer a sua pior exibição de águia ao peito até aos dias que correm, de estar muito nervoso, para lhe saber ganhar a bola e enviar a bola à trave, após de esta bater no corpo de Luisão e após a tentativa de remate à baliza de Derlei ter saído furada, por culpa de David Luiz e Sídnei. Aos 82’, Pereirinha deu a Paulo Bento a prova provada de que a sua entrada, que culminou com a saída de Vuk foi das melhores decisões do português, enquanto treinador de futebol. Nesta jogada, que acabou com o defesa/extremo-direito português a assistir Liedson para o último tento dos leõs, Pereirinha come David Luiz, passando-lhe a bola por um lado e passando o seu corpo pelo outro e, de seguida, come Sídnei ao simular o cruzamento de pé direito e colocar a bola no esquerdo. Seguiu-se o cruzamento com o seu pior pé (!) e seguiu-se, também, um Liedson (1.75 cm) a ganhar a bola a um Maxi Pereira (1.73 cm) e a cabecear eximiamente a bola para o 3º e último, como já disse, golo dos leões. Aos 89’, Óscar Cardozo deu ainda uma (nem que seja ínfima) esperança à alma encarnada, ao aproveitar da melhor maneira o cruzamento certinho de Maxi Pereira, bem ao estilo do uruguaio, aliás, e a cabecear para o último golo das águias e do jogo, sendo que a bola ainda bateu no poste antes de entrar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Comunicado: Esclarecimento do lance Yebda-Licha


Criei este post, porque não poderia deixar guardada no blog uma opinião que não é a minha. Foi, mas, após voltar a ver o lance vezes sem conta e trocar algumas opiniões já não é. Assim, escrevi, na crónica ao jogo FC Porto – Benfica, que, apesar de levantar bastantes dúvidas o lance do penalty, e apesar de Yebda não tocar sequer com a perna em Lisandro, o meu veredicto final ia dar razão a Pedro Proença, não pela perna, mas sim pela mão de Yebda que nada estava lá a fazer e ser essa a razão da grande penalidade. O que é facto é que, como também já ouvi muita gente dizer, a mão do francês não é qualquer causa da queda, pois caso tivesse sido, Lisandro não caia para a frente, mas sim para trás. Outra prova que não é penalty baseia-se no facto de Lisandro levantar os pés do chão, com o intuito de simular o penalty, muito antes de Yebda estender o braço. Não quero com isto dizer que o resultado não tenha sido justo, antes pelo contrário. O FC Porto foi bastante superior no plano ofensivo na primeira meia-hora de jogo, com o Benfica sempre a saber como anular a equipa nortenha muito bem (e com Moreira a exibir-se ao mais alto nível!). No resto da partida foi melhor o Benfica, dando continuidade ao controlo do jogo e subindo de rendimento. O penalty que deveria ter sido assinalado não foi o de Yebda sobre Licha mas sim o de Reyes sobre Lucho. Muitas pessoas invocam o argumento completamente inválido de Lucho ter-se levantado e ter dado seguimento à jogada, para tentarem explicar o “porquê” do “não-penalty”, explicação que só privilegia a mentira no futebol, pois é o mesmo que afirmar que o jogador, se quer ganhar penalty tem de se atirar para o chão, o que, como é óbvio, em nada privilegia este grande espectáculo que é o futebol. Continou, é penalty – não há lei da vantagem nos penalties. Referir que, pela complexidade do futebol, as opiniões dividem-se muitas vezes e as pessoas assumem, por vezes, uma posição que não é a correcta, como o fiz nesta questão. Gostaria, por isso, de deixar aqui escrito que sempre que entender ter-me enganado nalguma opinião, ter escrito algo baseado em factos falsos, não hesitarei em emitir novos comunicados para rectificar essa situação. Quanto menos vezes, melhor.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Fim-de-semana dos 3 grandes (jornada 11 - época 2008/09)

E. Amadora 1 – Sporting 3

6’ 1-0 Anselmo

9’ 1-1 Marat Izmailov

51’ 1-2 Liedson

78’ 1-3 Simon Vukcevic


No Sporting, o principal destaque vai para o retorno de Vukcevic à convocatória e aos golos, ele que não jogava desde o dia 1 de Outubro.


V. Setúbal 0 – FC Porto 3

66’ Bruno Alves

69’ Freddy Guarín

80’Lucho González


Um dos momentos do jogo foi protagonizado por Hulk, como que a querer calar todas as acusações que se fizeram sentir ao longo da semana que o chamavam de individualista e a mostrar, também, toda a sua velocidade e potência com mais uma daquelas suas cavalgadas que terminaram com um passe (para Freddy Guarín) daqueles que todos os pontas-de-lança gostariam de ter com mais frequência. Do jogo V. Setúbal – FC Porto, é ainda de reter o golo de Lucho, numa espectacular jogada, cujos protagonistas foram Fucile (no centro para o Mariano Gonzalez), Mariano, no toque de primeira para El Comandante, logo após a recepção do cruzamento e o próprio Lucho de primeira a fuzilar Pedro Alves mesmo à boca da baliza.


Marítimo 0 – Benfica 6

21’ Reyes (Pen.)

43’ David Suazo

67’ Luisão

86’ David Suazo

88’ Nuno Gomes

90+2’ Nuno Gomes


Destaques para a jogada muito criativa de David Luiz na assistência ao golo de Nuno Gomes (0-6, aos 92m), após a realização de uma vírgula. O brasileiro realizou uma excelente partida na Madeira, contra o Marítimo, a lateral-esquerdo, bastante ofensivo nas suas tarefas e parece ter ganho o lugar, aproveitando da melhor maneira a lesão de Jorge Ribeiro e a ausência de Léo, que se encontra no Brasil a apoiar a família, enquanto o seu pai continua em estado de saúde grave. Por sua vez, Suazo realizou um belíssimo jogou onde demonstrou mais uma vez todo o seu poder de explosão e a grande capacidade finalizadora que denota (seria bastante injusto resumir o seu jogo em apenas dois lances, porém, e para não me alongar muito, é de realçar o golo do 0-4 e ainda a jogada que ia dando o 0-1, logo aos 6').